Tipos de robô: conheça e entenda sobre robótica industrial

Publicado por Mult Comercial em

Com o avanço da tecnologia, cada vez mais as indústrias estão investindo em mão de obra robotizada, seja para economizar dinheiro ou para otimizar o tempo de produção. São vários os tipos de robôs disponíveis no mercado e cada um para uma função diferente.

Se durante muito tempo os robôs pareciam algo distante da realidade, presentes apenas em filmes de ficção científica, atualmente, estão no dia-a-dia de muitas fábricas. É importante frisar que crescimento do uso dessa tecnologia começou nos anos 50, principalmente após a terceira revolução industrial, com o objetivo de produzir mais em um tempo muito menor.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Automação mostra que só no Brasil o uso dessa tecnologia teve um crescimento de cerca de 8% entre os anos de 2017 e 2018, ou seja, cada vez mais as indústrias estão investindo nesse tipo de mão de obra.

Mas antes de saber um pouco mais sobre os tipos, entenda o que é robótica industrial e qual a sua importância.

O que é robótica industrial?

A robótica no âmbito industrial teve sua criação para auxiliar os colabores humanos na execução das sua tarefas e evitar o cansaço e desgaste na realização de tarefas repetitivas. Essa mão de obra robotizada realiza movimentos repetitivos com muito mais rapidez, força e precisão que a mão de obra humana, evitando falhas causadas por cansaço ou falta de atenção, evitando até mesmo os acidentes de trabalho.

A tarefa a ser realizada pode variar de acordo com o robô e com a necessidade do ramo industrial, podendo mover grandes peças e ferramentas, fechar tampas, inspecionar produtos, encaixotar produtos em larga escala, embalar e etiquetar, realizar o teste de processos e muito mais, sem perder a agilidade e a precisão.

Primeiro robô industrial: como tudo começou

O engenheiro americano George Devol foi o responsável por criar o “Unimate”, primeiro robô industrial, nos anos 50, para ajudar na automatização das atividades na fábrica da General Motors, multinacional americana do ramo automotivo.

Mesmo tendo começado nos anos 50, foi só nos anos 80 que as empresas passaram a enxergar o potencial dessas máquinas e investir nesse tipo de tecnologia.

O primeiro braço mecânico com motor embutido foi criado por Victor Motta, na década de 80, na Universidade de Stanford. O motor contribuiu para que os robôs pudessem realizar funções com um grau de dificuldade mais alto e com muito mais agilidade.

Tipos de robôs

Os tipos de robôs são classificados em duas categorias, por autonomia, que está relacionado a capacidade de realização da tarefa e por funcionalidade, em que a gama de opções pode ser bem grande.

Tipos de robô por autonomia

Programáveis: como o nome já diz, são programados para conseguir fazer operações repetitivas, além de terem a possibilidade de armazenamento de vários comandos e podem trabalhar colaborando com a mão de obra humana. Com o avanço da tecnologia, alguns robô já conseguem ser controlados remotamente por um computador;

Servos:  assim como os programáveis, trabalham junto com a mão de obra humana de forma colaborativa, e de acordo com as instruções podem fazer uma quantidade enorme de funções. Tem mais flexibilidade e conseguem realizar mais movimentos por conta dos seus apêndices robóticos.

Não-servos: esse tipo de robô consegue trabalhar sozinho movendo e coletando objetos, sem o auxílio de um operador. É muito usado para realizar movimentos de carga e descarga..

Tipos de robô por funcionalidade

SCARA: esse tipo de robô é conhecido pela sua velocidade e versatilidade em realizar tarefas e facilidade de programação em trabalhos repetitivos e se destacam realizando operações em movimento de eixo Z.

Conta com uma base fixa e se movimenta por meio de eixos verticais, fazendo rotações. Esse robô é ideal para realizar tarefas com movimentação, repetição e montagem, além de ter um grande alcance.

Delta: os robôs delta são conhecidos pela sua precisão e velocidade ao realizar movimentos com precisão e delicadeza, já que contam com com braços mecânicos, no mínimo três, com conexão comum em uma base em formato de pirâmide, parecendo aranhas.

São muito indicados para as indústrias farmacêuticas, agro alimentar e eletrônica, já fazem tarefas como: transferência e coleta, montagem de embalagens com baixa carga e operações pick-and-place.

Cartesiano (x-y-z) ou retilíneos: contam com três eixos perpendiculares (x-y-z) e tem formato retangular, fazendo movimentos lineares. É muito indicado para a realização de tarefas com repetições, com baixo custo e programação simplificada.

É muito indicado para realizar funções de soldas, montagem-desmontagem, carga-descarga e pick-and-place de máquinas injetoras.

Articulado: é o tipo mais comum e utilizados pelas indústrias. É um braço mecânico, que imita o braço humano, conectado a uma base que permite a realização de giros, por conta da sua junta de torção. A quantidade de juntas varia entre duas e dez e eixos de três, seis ou mais. Ou seja, a quantidade de eixos, influência na capacidade de movimento.

São modelos versáteis e podem ser usados para manipulação de vidros, alimentação de máquinas, montagem automotiva, aplicação e fundição de forjamento e muito mais. O único problema desse tipo de robôs é o seu custo elevado e a dificuldade na sua programação.

Polar ou esférico: esse modelo de robô conta com um braço giratório e articulação central, contando com um sistema de coordenadas polares e envelopes de trabalho esférico.

São muito indicados para manuseio de materiais, empilhar e desempilhar, moldar por injeção, fundição e manipulação de vidro.

Cilíndrico: são responsáveis por realizar movimentos de rotação em diferentes posições. Esse tipo de robô é mais indicado para realizar tarefas como: carga e descarga de máquinas, aplicação de revestimento e montagem, fundição e aplicação de forjamento e transporte de painéis LCD.

Agora que você já sabe quais são os diferentes tipos de robô e quais sua aplicação, fica muito mais fácil de escolher o mais indicado para implementar. Aproveite para ler o nosso post sobre tipos de sensores.


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