Tipos de fusíveis: quais são e quando devem ser aplicados?

Publicado por Mult Comercial em

Fusíveis são componentes muito utilizados por quem trabalha com elétrica e eletrônica. São dispositivos de proteção que, diante de curto-circuitos ou sobrecargas, evitam possíveis danos aos condutores e demais componentes do circuito.

Os dispositivos de proteção, como fusíveis e disjuntores, evitam incêndios e possibilitam o funcionamento fluente do circuito. Conhecer suas especificidades, portanto, é essencial para garantir a segurança e sucesso dos seus projetos.

Quer saber quais os tipos de fusível existentes e quando aplicar cada um deles? Acompanhe nosso artigo e entenda!

Como os fusíveis funcionam

como fusíveis funcionam

 

O fusível é o tipo mais simples de dispositivo protetor contra corrente elétrica. Como o próprio nome do componente diz, é feito de um pequeno filamento ou placa metálica que se funde quando a intensidade da corrente elétrica supera determinado valor.

Seu filamento interno – composto de metais com baixa temperatura de fusão – se rompe na presença de sobrecarga. Dessa forma, o dispositivo interrompe o fluxo de corrente elétrica e impede que atinja os condutores.

Cada fusível é desenvolvido para fundir-se em um valor de corrente específico. Esse número é chamado de valor de ruptura.

O tempo de fusão do filamento é definido pela intensidade com que o valor de ruptura é superado: quanto maior o valor da corrente em relação ao valor de ruptura, mais rápida será a fundição e consequente interrupção do funcionamento.

Como você já deve ter notado, fusíveis são dispositivos descartáveis: uma vez que seu filamento se rompe, não pode ser utilizado novamente. Deve ser descartado e substituído.

Quanto maior a corrente que o fusível suporta, maior é o filamento interno e maior é seu corpo externo. Dentro do corpo do dispositivo existe uma área especial que interrompe o arco elétrico uma vez que o filamento é rompido, impedindo que o calor danifique o restante do circuito.

A aplicação geral mais frequente do fusível é a proteção individual de fases em comandos elétricos. Também é aplicado para a proteção de semicondutores em carros, por exemplo.

Fusíveis vs Disjuntores

fusível vs disjuntores

 

Disjuntores também interrompem a corrente elétrica quando identificam sobrecargas ou curto-circuitos. Funcionam, porém, como simples interruptores que desarmam de forma automática.

A grande diferença entre os dois componentes é a possibilidade de reutilização: depois de desarmado, o disjuntor pode ser reativado e utilizado novamente.

O fusível, em contrapartida, apresenta velocidade de fusão muito superior a do disjuntor. Por isso, é o mais indicado para certas aplicações, como proteção elétrica em veículos e postes de energia. É possível, ainda, utilizar disjuntores e fusíveis de forma conjugada, para funcionalidades especializadas.

Fatores que influenciam a configuração dos fusíveis

fatores que influenciam fusíveis

Alguns elementos alteram a forma de funcionamento e, consequentemente, a aplicação específica de seu fusível. Os principais são os seguintes:

  • Corrente nominal: é a corrente que o fusível suporta sem se romper. O valor é indicado no corpo do dispositivo.
  • Curva de ruptura: o maior valor de corrente que o dispositivo pode interromper.
  • Curva característica: é a relação entre o tempo necessário para a interrupção em relação à corrente. Esse fator define se o dispositivo tem ação retardada, rápida ou ultra rápida, conceitos que veremos adiante.
  • Filamento fusível: é o filamento ou placa metálica que se funde e se rompe dentro do dispositivo. Pode ser feito de chumbo (cuja temperatura de fundição é 327ºC) ou estanho (que se funde a 232ºC).

Tipos de fusíveis

Antes de listar as diversas classificações de fusíveis, devemos entender que todos eles conservam o princípio de funcionamento já descrito: possuem um filamento interno que se rompe de acordo com um determinado valor de corrente, interrompendo a alimentação do circuito.

O tempo de resposta, porém, pode variar entre modelos diferentes, fator definido pela curva característica, cujo conceito já postulamos. Os fusíveis, portanto, podem ser de ação retardada, ação rápida e ação ultra rápida. A seguir, listamos as aplicações comuns de cada velocidade de ação:

Fusíveis de ação retardada

fusível de função retardada

 

São muito aplicados em motores, que exibem um pico natural de carga durante a partida. Esse pico deve ser suportado sem que o fusível interrompa a corrente, por isso sua ação é retardada.

Fusíveis de ação rápida ou ultra rápida

fusíveis de ação rápida ultra rápida

 

São ideais para proteção de dispositivos eletrônicos delicados e precisos, cuja configuração é facilmente danificavel por picos rápidos de corrente.

Leia, agora, especificações sobre os fusíveis de acordo com suas demais características de atuação:

  • Fusível NH:

fusível NH

 

NH são as iniciais para as palavras alemãs “Niederspannungs Hochleistungs”, que querem dizer baixa tensão e alta capacidade de interrupção. Podem proteger instalações elétricas de sobrecarga e curto-circuito, e sua categoria de utilização é do tipo gL/gG, ou seja, protegem cabos e sistemas em geral (sobre esse sistema de classificação, trataremos adiante). Podem ser de ação retardada ou não.

  • Fusíveis D:

atuação fusível D

Protegem sistemas contra curto-circuitos, apenas. Sua classificação também é gL/gG. Esse tipo de fusível pode ser trocado sem risco de descarga indesejada e sua capacidade de interrupção é relativamente menor. Também podem ser de ação retardada.

  • Diazed:

fusível diazed

 

Seu nome vem da junção de “Dia”, significando diâmetro; “Z”, que significa bipartido; e “ED”, de rosca Edson. Podem atuar em velocidade rápida, ultra rápida ou retardada, a última muito empregada em motores de veículos.

  • Sistor:

fusível sistor

 

Fusíveis Sistores são, normalmente, do tipo ultra rápido. Por isso, são frequentemente utilizados para proteger sistemas com semicondutores.

Como ler as indicações no corpo do fusível 

Na parte externa do fusível, é possível ver um conjunto de letras que transmite as informações de faixa de interrupção e categoria de utilização do elemento. É assim que se identifica a carga com que o fusível específico trabalha e qual tipo de dispositivo ele protege.

Na tabela a seguir, as letras minúsculas indicam a categoria de utilização. No corpo do dispositivo, será sempre a primeira a ser indicada, sempre minúscula. A segunda letra, sempre maiúscula, indica a aplicação do fusível em questão. Veja:

tabela sobre fusíveis

Informado? Agora que você conhece as especificidades e aplicações dos vários tipos de fusíveis, que tal explorar o site da Mult Comercial?

Contamos com os dispositivos citados aqui, além de uma grande variedade em equipamentos e componentes de eletroeletrônica: são conectores, chaves, ferramentas, fios, cabos, instrumentos de medição e mais, tudo com o melhor custo-benefício e qualidade de serviço.

Até o próximo post, com mais informação sobre componentes e sistemas eletroeletrônicos! Nos vemos lá.

Categorias: Eletrônica

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