Pilhas e baterias: veja o guia completo para entender suas diferenças

Publicado por Mult Comercial em

Quase todas as casas do Brasil possuem pilhas e baterias ao redor dos seus cômodos, contudo, o número de pessoas que entende seu funcionamento e como descartá-las corretamente é baixíssimo. Por isso, o tema do post de hoje é sobre essas e outras informações necessárias para o manuseio correto dos itens.

Como funcionam?

As pilhas e baterias são objetos capazes de armazenar energia por determinado período de tempo e são usadas em alguns dispositivos elétricos e eletrônicos que precisam de uma fonte de energia móvel, para substituir a rede elétrica. Agora, confira definições mais precisas de cada uma:

A composição e as diferenças entre pilhas e baterias

Pilhas

As pilhas são itens capazes de oferecer produção de tensão elétrica por meio de reações químicas de oxirredução. Essas reações acontecem numa solução líquida de elementos químicos, que com um mau uso pode vazar.

Basicamente, em uma ação chamada oxidação, o ânodo (polo negativo) da pilha perde seus elétrons em excesso ao cátodo (polo positivo), que os ganha e acumula em um processo conhecido como redução. Ou seja, há uma discrepância de potencial elétrico nos terminais da pilha, representada pelos sinais + e .

A pilha converte energia química em energia elétrica. À medida que ela vai sendo usada, a quantidade do material que é oxidado diminui até acabar; depois, ela se torna inútil. Continue a leitura e confira informações sobre alguns tipos de pilha:

Pilha comum

É formada de zinco (seu polo negativo) e carbono (polo positivo), com os elementos em contato através de um mix de carbono, cloreto de zinco, dióxido de manganês e amônio.

Além desses elementos serem muito prejudiciais ao meio ambiente, atualmente a pilha comum não oferece mais nenhum benefício comparada com as outras.

Pilha alcalina

Tem a estrutura parecida com a pilha comum, mas seu ânodo é criado por uma placa de zinco ou cádmio e o cátodo tem a presença de cloreto de potássio, ao invés do cloreto de amônio.

Por isso essa pilha é chamada de alcalina: porque não possui substâncias ácidas. Essas substâncias transferem os elétrons com mais facilidade, o que gera uma maior capacidade de carga. Ela armazena mais energia e, portanto, dura mais que a pilha comum – mas isso se reflete no seu preço, que é mais caro.

Pilha de óxido de prata

O reagente utilizado na produção dessa pilha é o óxido de prata, e seu ânodo é o zinco. Por causa de seu tamanho reduzido, é usada em máquinas fotográficas automáticas, calculadoras eletrônicas, aparelhos auditivos e alguns relógios. Apesar de cara, tem ganhado espaço no mercado.

Pilha recarregável

Essa pilha resolve o problema de descartabilidade das outras, já que tem uma composição química que a permite ser carregada. É dividida em dois tipos, mas o tipo NiCd já entrou em desuso por ter capacidade de carga inferior, possui menor tempo de vida útil, além disso, polui o meio ambiente com o cádmio e sofre o efeito memória.

Esse efeito memória é responsável pelo “vício” da bateria e é causado ao submeter a pilha a um novo ciclo de carga antes que ela tenha descarregado até o nível recomendado pelo fabricante (cerca de 1,55 V para as pilhas e baterias de NiCd). Com isso, alterações químicas acontecem e podem gerar cristais de cádmio.

O segundo tipo, o NiMH (Níquel-Metal Hydride), é o mais utilizado atualmente, já que supera todos os defeitos do modelo anterior.

Pilha de íons lítio

Armazena o dobro de energia que a pilha de NiMH e o triplo que a pilha de NiCd. Outra vantagem é que essas pilhas têm uma vida útil de cerca de 8 anos sem manutenção. O lítio é um dos metais mais leves que existem, e pode ser recarregado.

Essa pilha é tão segura que é usada em alguns modelos de aparelhos eletrônicos e marca-passos cardíacos! É a melhor opção atual, mesmo com o preço mais elevado.

Baterias

São formadas por uma variedade de pilhas ligadas em série e também estão sujeitas ao desgaste do material oxidado – mas, como as pilhas recarregáveis, podem ser conectadas a uma fonte elétrica externa. A corrente elétrica faz com que a reação de oxidação e redução se torne reversível com o carregamento.

Por não passarem de pilhas em série, as baterias são encontradas nas mesmas variações e têm as mesmas características das pilhas descritas acima. Contudo, ainda há mais uma menção importante de baterias: as de chumbo, fabricadas desde 1914.

De baixo custo, resistem à mudança de temperatura e têm uma durabilidade superior. As baterias de chumbo, por exemplo, são desenvolvidas para serem carregadas e descarregadas de forma constante. Por isso, são mais usadas para partida de automóveis. Agora, entenda as diferenças entre pilhas e baterias.

Preserve as suas pilhas e baterias

Para manter suas pilhas e baterias por mais tempo, evite expô-las ao calor e tome cuidado para não derrubá-las. Com isso, você não tem a necessidade de trocá-las com frequência, assim, economiza dinheiro.

O mais importante: você estará evitando ainda uma possível contaminação com o líquido interno (solução química), muito nocivo à sua saúde. Se apresentarem vazamento ou sinal de ferrugem, descarte-as!

Por que e como descartar corretamente pilhas e baterias?

Como você viu anteriormente, a maioria das pilhas e baterias contém elementos químicos extremamente tóxicos, não só para o meio ambiente como para os seres humanos. Enquanto versões mais sustentáveis não são desenvolvidas, só nos resta descartá-las da melhor forma possível.

A principal responsabilidade do descarte é do fabricante, que deve recolher e encaminhar para estações de reciclagem ou tratamento. Logo, você deve devolver as pilhas ou baterias para o estabelecimento ou assistência especializada, que entregarão ao fabricante.

Algumas pilhas, como as alcalinas, não contém materiais tão pesados, então podem ser descartadas no lixo comum. Esses dados podem ser conferidos na embalagem, assim como a procedência do item – alguns são piratas e podem conter materiais ainda mais tóxicos que as regularizadas.

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Categorias: Dicas e Tutoriais

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