O que é um indutor? Conheça os principais tipos e aplicações

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Você sabe o que é um indutor? O nome pode parecer complicado, mas no mundo da elétrica, esses dispositivos também são conhecidos como bobinas e são muito utilizados em circuitos devido às suas propriedades físicas de armazenamento.

Muito similares aos capacitores, as bobinas são componentes especializados em guardar e liberar energia sob a forma de campo magnético produzido pela corrente elétrica que passa por eles.

Graças a essas características únicas, os indutores possuem uma grande variedade de aplicações elétricas, eletrônicas e digitais em praticamente todo tipo de aparelho, circuito ou sistema.

Quer saber quais? No post de hoje, a Mult Comercial te explica tudo o que você precisa saber sobre o universo dos indutores! Acompanhe a leitura e saiba os conceitos, tipos e aplicações desses dispositivos tão particulares. Veja:

Propriedades físicas dos indutores

Agora que você sabe que a principal características dos indutores é a de armazenar energia em campos magnéticos, é preciso descomplicar a ciência por trás desse processo. É um assunto completo e que envolve diversos conceitos físicos, mas, para que você possa entender tudo sobre o assunto, simplificados tudo!

A propriedade física mais importante dos indutores é a chamada indutância (representada pela letra L), que significa, basicamente, a capacidade que uma bobina possui de armazenar energia sob a forma de campo magnético.

Toda vez que uma corrente elétrica passa por um fio condutor metálico existe a criação de um campo magnético em seu redor. Quando esse fio está enrolado em forma de espiral (várias voltas em torno de um eixo), como no caso dos indutores, essas linhas tornam-se unidirecionais e apontam para um mesmo sentido.

E é por essa razão que os indutores são capazes de armazenar energia: devido a uma diferença de potencial entre os polos da bobina, a qual gera uma corrente alternada que, ao passar pelo dispositivo, gera um campo magnético capaz de armazenar uma quantidade maior ou menor de energia, a depender da indutância e de outras características da bobina, tais como:

  • Raio da bobina;
  • Número de voltas;
  • Permeabilidade do núcleo;
  • Condutibilidade do fio metálico.

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Quais as partes de um indutor?

A constituição dos indutores é muito simples e se resume em, basicamente, duas partes: um espiral feito em material condutor, geralmente cobre, envolto em um núcleo de material magnético que impulsiona a indutância do dispositivo.

As características variáveis das bobinas incluem o tipo de metal, o número de voltas da espira e o material da parte central. Diferentes tipos de núcleo constituem diferentes tipos de indutores. Conheça os principais tipos a seguir:

Tipos de bobina: conheça os principais modelos

Como dito anteriormente, o modelo de indutor depende principalmente do material que se tem no núcleo da bobina. Cada tipo possui propriedades específicas que interferem nas aplicações do dispositivo dentro dos circuitos.

Para saber mais, acompanhe a lista que preparamos com os tipos mais conhecidos e utilizados, confira:

  • Núcleo de ar

Esse tipo de indutor não possui nenhum material físico em seu núcleo, somente o ar, que é um ótimo isolante. Por esse motivo, os indutores com núcleo de ar possuem perdas baixas para outros tipos de energia (como a térmica), o que resulta em uma alta frequência, mas uma baixa indutância, uma vez que a ausência de núcleo magnético não gera nenhum impulso indutor.

  • Núcleo ferromagnético

Diferentemente do modelo anterior, os indutores com núcleo ferromagnético possuem alta indutância, graças à constituição do material no qual a espira está envolta. Da mesma forma, uma alta indutância representa uma perda de energia maior – o que não significa, no entanto, que não seja um modelo de bobina eficiente.

  • Núcleo de ferrite

O ferrite é uma espécie de cerâmica ferromagnética resistente, isolante e eficiente em organizar campos magnéticos. Os indutores dessa espécie apresentam ótimo desempenho em altas frequências, além de possuírem alta indutância e menos perdas, se comparados aos modelos ferromagnéticos.

  • Núcleo laminado

Como o próprio nome sugere, o núcleo dos indutores laminados é formado por lâminas de aço acrescidas de silício – que ajuda a conservar melhor a energia armazenada – e revestidas por um verniz isolante, o qual minimiza as perdas e dissipações. É um modelo muito eficiente cuja principal aplicação é em transformadores.

  • Bobinas toroidais

Por último, as bobinas toroidais costumam ser feitas em ferrite e possuem o formato específico de rosca, que permite a circulação do campo magnético pelo indutor. O caminho fechado diminui consideravelmente as perdas energéticas, o que aumenta a indutância do componente.

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Aplicações: onde usar os dispositivos indutores

São inúmeras as aplicações das bobinas em circuitos, sistemas e aparelhos que vão desde os mais simples até os mais complexo. Dentre as principais áreas de aplicação elétrica, eletrônica, digital e até mesmo robótica, podemos citar:

  • Associação com capacitores para formar circuitos ressonantes;
  • Processamento de sinais em circuitos analógicos;
  • Recepções e transmissões de rádio e TV;
  • Filtragem de radiofrequência;
  • Redução de interferências eletromagnéticas em eletrodomésticos;
  • Filtro de linhas e carregadores de baterias;
  • Quando associados de maneira adequada, dão origem aos transformadores.

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E então, agora que você está por dentro de tudo em se tratando de indutores, que tal aprender sobre outro dispositivo pouco comentado, mas muito útil no meio eletrônico, as pontes retificadoras?

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Categorias: Dicas e Tutoriais

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