Triac: o que é? Como utilizar? Saiba mais aqui!

Publicado por Mult Comercial em

Eles são dispositivos semicondutores, que se tornaram absolutamente indispensáveis em nosso dia a dia. Principalmente no uso de eletrodomésticos, que são alimentados pela rede de energia.

Algumas das principais características do Triac precisam ser conhecidas por todos os simpatizantes e profissionais da eletro-eletrônica. Por isso, a Mult Comercial separou algumas informações e princípios de funcionamento desse dispositivo.

O que é um Triac?

o que é triac

Podemos chamar de Triac o pequeno SSR interno que muitas vezes é utilizado em substituição ao relé mecânica, com aplicações de comutação em baixa potência, em corrente alternada, que normalmente vai até 1 A.

Ele é um dos membros da família dos tiristores, mas podemos considerá-lo como um componente resultante da ligação de dois SCRs em oposição. Em comum, eles têm um eletrodo de disparo: o GATE.

Atuando como um relé, ele tem a saída em tempo determinado, porém, levando ao controle superior é possível obter tempos de ciclo de comutação mais rápidos. Já como dispositivo sólido, um Triac alterna correntes elétricas sem sofrer degradações no contato.

No entanto, vale lembrar que é preciso instalar um amortecedor por meio de cargas indutivas, a fim de garantir um interruptor externo ao Triac, que seja devidamente confiável.

Como testar um Triac?

Para realizar o teste estático dos Triacs, leva-se em consideração toda essa estrutura que nos permite detectar apenas quando há a existência de algum tipo de curto-circuito entre os eletrodos.

Sendo assim, para afirmarmos que o Triac está em pleno funcionamento, é necessário a realização de um teste dinâmico. Para isso, utilizamos um circuito de prova simples ou até mesmo um circuito que utilize o osciloscópio.

Eles costumam ser utilizados em controles de velocidade para motores, em dimmers, controles de temperatura em eletroeletrônicos, entre muitos outras aplicações. Por isso, é comum que um profissional da eletrônica, estudante ou simpatizante da área, acabe se deparando com um desses dispositivos, precisando testá-lo.

A solução: utilizar um multímetro analógico. Acompanhe nosso passo a passo:

  • Primeiro passo:

Identifique e selecione a escala X1 em seu aparelho multímetro. Nele, de acordo com o fabricante e as configurações, você irá ter opções como A1,T1 ou MT1, A2,T2 ou MT2 e GATE. Como são os mais comuns, em nosso exemplo, iremos utilizar o A1,A2 e GATE.

  • Segundo passo:

Você irá posicionar as ponteiras em A1 e A2 em qualquer polaridade. Assim, o Triac entrará em condução, seja com pulsagem positiva ou negativa – o que irá mostrar uma resistência baixa e então permanecer assim até que o fluxo de energia entre A1 e A2 seja cortado.

  • Terceiro passo:

Agora, só nos resta testar as junções desse componente. Para isso, coloque a ponteira vermelha no GATE, enquanto em A1 e A2 você coloca a preta. Desse modo, teremos uma resistência média. Ao trocar as ponteiras, é comum que não tenhamos leitura.

Para realizar esse procedimento, você pode optar por utilizar um um provador de continuidade, um multímetro, circuito de prova ou um osciloscópio e circuito de teste.

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O disparo e aplicação do Triac

disparo e aplicação do triac

O disparo do Triac pode ser realizado por uma corrente alternada, aplicada no GATE. Após acontecer o disparo, o dispositivo irá continuar conduzindo até que a corrente elétrica seja menor que o valor do corte. Como o valor da tensão final, apresentado na metade do ciclo de uma corrente alternada.

É por isso que o Triac é considerado um dispositivo muito útil e conveniente para controlar circuitos de CA (corrente alternada). Afinal, permite contactar potências grandes, com circuitos acionados por correntes de miliamperes.

Além disso, também é possível controlar o início da condução desse dispositivo. Nesse caso, é preciso aplicar um pulso em um algum ponto do ciclo de corrente alternada, que deve ser pré determinado.

Com relação à aplicação, o Triac de baixa potência pode ser utilizado nas mais diversas aplicações. Como falamos anteriormente, eles podem ser usados desde controles até lâmpadas dimmers.

No entanto, em várias dessas aplicações alguns cuidados são necessários e usualmente bem executados pela maioria de nós, inconscientemente. Como é o caso dos motores elétricos, por exemplo, que exige que o Triac seja desligado corretamente ao findar de cada semi-ciclo de alimentação elétrica.

Além disso, no caso de circuitos de maior potência, também temos a opção de utilizarmos dois SCRs ligados antiparalelamente. Assim, assegura-se que cada SCR estará controlando um semiciclo de forma independente. Que não terá relações com a natureza da carga geral.

E então, gostou do post? Esse conteúdo pode ser considerado um apoio introdutório, um início para você que se interessa por essa área e deseja aprender mais sobre o assunto. Agora, basta se aprofundar!

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Categorias: Eletrônica

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