Conheça os diferentes tipos de disjuntores e saiba quando usar!

Publicado por Mult Comercial em

Os disjuntores são dispositivos bastante conhecidos no meio da elétrica. Também chamados popularmente pelo nome de “chave geral”, eles são ferramentas de proteção que toda ligação elétrica deve ter. Existem diferentes tipos de disjuntores, com propriedades diferentes e usos específicos para diversas situações.

Os disjuntores são utilizados em circuitos elétricos para impedir danos causados por sobrecargas ou curto circuitos. Pode-se dizer que eles atuam como interruptores que desarmam a ligação elétrica assim que identificam estas correntes de sobrecarga ou de curtos circuitos, amenizando os estragos que poderiam causar.

Embora cumpram a mesma função que os fusíveis, existe uma diferença entre os dois: os fusíveis são descartáveis, pois queimam e não são possíveis de serem utilizados após a sua desarmação; já os disjuntores podem ser ligados novamente e não precisam de substituição.

Mono, bi e tripolares: qual a diferença?

Todos os tipos de disjuntores atendem ao mesmo propósito: desarmarem quando existem sinais de anomalias na instalação elétrica. O que causa diferenciação entre eles são suas curvas características e as configurações que determinarão a quais cargas poderão ser ligados e as tensões de sua operação.

Por conta dessa diferenciação, é possível encontrar nas casas de componentes elétricos disjuntores dos tipos monopolares, bipolares e tripolares. Entenda abaixo como funciona e qual o uso de cada um deles:

Disjuntores monopolares

São os disjuntores utilizados em ligações elétricas que possuem apenas uma fase. Possuem as características mais básicas, e são comumente utilizados nos circuitos de iluminação ou de tomadas, sejam de 127V ou 220V.

Disjuntores bipolares

Já os disjuntores bipolares possuem características que possibilitam o seu uso nos circuitos elétricos de duas fases. Seu uso comum residencial é nos sistemas de chuveiros, torneiras elétricas ou outros equipamentos que atuam em potência semelhante.

É possível exemplificar os disjuntores bipolares de forma bem simples como a junção de dois disjuntores monopolares, interligados por uma única alavanca de rearme.

Disjuntores tripolares

Assim como exemplificado acima, os disjuntores tripolares são como a junção de três disjuntores monopolares, interligados por uma única alavanca. Isso possibilita o seu uso em sistemas que possuem alimentação por três condutores.

Eles podem ser utilizados, por exemplo, como os disjuntores gerais de sistemas que possuem uma tomada e uma torneira elétrica, com seus respectivos disjuntores, para desarmar o sistema de forma universal quando identificada uma grande corrente de energia.

Curvas de disparo dos disjuntores

Além da diferenciação pela quantidade de condutores fase presentes no sistema elétrico, os disjuntores também são categorizados por suas curvas de disparo:

As curvas determinam o tempo que os disjuntores aguentam as correntes foras do normal. Logo, quando se trata de equipamentos muito frágeis à sobrecargas, é preciso de curvas menores, pois estas vão garantir o interrompimento mais rápido da carga elétrica acima do normal.

Elas se dividem em curvas B, C e D. O fato de não termos uma curva de disparo “A” se dá para que essa nomenclatura não seja confundida com os amperes, também representados pela letra A no campo da elétrica.

Curva B

Os disjuntores que possuem a curva de ruptura B têm determinadas que suas correntes de ruptura estão compreendidas entre 3 a 5 vezes a sua corrente normal. Isso significa que num sistema de corrente normal de 10A, o disjuntor será ativado quando a corrente atingir entre 30A e 50A.

Esse tipo de curva é para sistemas mais simples, com fluxos de energia de menos intensidade. Nas residências são recomendados para as tomadas de uso comum.

Curva C

As curvas de ruptura C definem como parâmetro para a ativação do disjuntor as correntes que atingem fluxos de 5 a 10 vezes maiores que a corrente normal. No caso de um sistema com corrente normal de 10A, o disjuntor seria ativado quando o fluxo de energia atingisse entre 50 e 100A.

Esse tipo de disjuntor é usado em situações que aturam uma carga intermediária de energia, como são os casos de sistemas de iluminação num geral, sistemas de controle, motores e os sistemas que ligam bobinas.

Curva D

Por fim, os disjuntores de curva D têm maior tolerância, e interrompem o fluxo de energia quando este atinge uma quantidade de 10 a 20 vezes maior que a corrente usual. No nosso exemplo de um disjuntor atuando em 10A, com a curva D este seria acionado apenas quando a corrente atingisse a faixa de 100A a 200A.

Estes disjuntores são recomendados para os sistemas que possuem uma corrente de partida bastante acentuada ou um grande fluxo de energia, como são os grandes transformadores e os motores mais potentes.

Tipos de disjuntores

E quando se fala de disjuntores há, ainda, uma terceira categorização, em que os disjuntores são diferenciados por seu princípio de funcionamento:

Disjuntor térmico

O funcionamento desse tipo de disjuntor se dá da seguinte forma: ao monitorar a temperatura, o disjuntor interrompe o circuito elétrico quando identifica uma elevação anormal da temperatura. Por este motivo, são ótimos também para a prevenção de incêndios.

Por sua forma de funcionamento, o disjuntor térmico garante proteção apenas contra as sobrecargas de energia e não protege contra curto-circuitos. Por isso seu uso é bastante limitado e não indicado para projetos residenciais ou comerciais.

Disjuntor magnético

Nos disjuntores de tipo magnético existe uma bobina pela qual a corrente passa e gera um campo eletromagnético. Quando a corrente de energia ultrapassa o limite possível o campo magnético gerado atrai um contato que interrompe a corrente, protegendo o sistema elétrico.

Este, por outro lado, é um tipo de disjuntor que protege tanto contra sobrecargas quanto contra os curto-circuitos.

Disjuntor termomagnético

Uma união entre os dois tipos apresentados acima, os disjuntores termomagnéticos possuem funcionamento que une o monitoramento da temperatura e de campo magnético para fazer o desarme da corrente elétrica em casos de sobrecarga ou de curto-circuitos.

Por serem mais completos, são os tipos recomendados e mais usados em projetos residenciais ou comerciais.

Tudo certo até aqui? Conseguiu entender as diferenciações existentes entre os disjuntores? Se ainda tiver dúvidas você pode enviá-la abaixo nos comentários e logo a respondemos. E, agora que você já aprendeu sobre os disjuntores, que tal entender melhor o que é a resistência elétrica?

Continue com a gente aqui no blog da Mult Comercial! Estamos sempre trazendo dicas e sugestões relacionadas à elétrica, eletrônica, robótica, entre outros assuntos. Te esperamos em nosso próximo post, até lá!


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