Conheça mais sobre a Bobina de Tesla

Publicado por Mult Comercial em

Nikola Tesla é uma figura muito admirada e conhecida no mundo inteiro, que dá nome a uma das empresas de tecnologia mais valiosas e criativas e que trouxe ao mundo uma série de criações importantes. A bobina de Tesla certamente é o símbolo maior de suas criações, e tem sido muito replicada até hoje para experimentos sobre eletricidade.

Quem foi Nikola Tesla?

Para falarmos de criação, vale a pena começar falando do criador; saber mais sobre quem foi Tesla torna tudo ainda mais interessante:

Nikola Tesla foi um físico e inventor croata radicado nos Estados Unidos. Nascido em 1856, é considerado um mestre nos temas da corrente alternada. Suas pesquisas tiveram e continuam a ter um impacto enorme na forma como vivemos na comodidade do nosso dia a dia.

É autor de 700 patentes em todo o mundo, até mesmo no Brasil, e, apesar de ter tido uma vida cheia de turbulências, foi um gênio que nunca se deixou abater. Entre suas contribuições, algumas das mais marcantes foram: a transmissão via rádio, a lâmpada fluorescente, o controle remoto, o sistema de ignição para partidas em carros, e, por fim, a bobina de Tesla.

Hoje sua memória recebeu a justiça necessária e possui museus em seu nome, onde muitas de suas experiências são replicadas, e a área onde montou a torre de Tesla, que ofereceria energia elétrica gratuita, foi comprada via financiamento coletivo para a instalação de um centro memorial de ensino.

O que é a Bobina de Tesla?

A bobina de Tesla se refere, na verdade, a um transformador ressonante, que é capaz de gerar tensão em altas frequências. Composta por dois circuitos que se contrapesam, recebe enormes tensões de um transformador que oscila entre as duas bobinas internas, ionizando o ar com um alcance proporcional à estrutura, gerando as famosas faíscas elétricas que se tornaram símbolo do aparelho.

Essa estrutura foi experimentada em diferentes usos na época em que Tesla a produziu, em torno de 1890, sendo empregada em transmissões de rádio, na telegrafia sem fio, mas seu princípio encontrou diversas outras aplicações.

Hoje a bobina de Tesla é muito usada como item demonstrativo da eletricidade de alta tensão, presente nos mais diversos ambientes de estudos de Física e dos temas da eletricidade.

A ideia era transmitir corrente elétrica através do ar, como uma espécie de “Wi-Fi de energia”. Empregando muita genialidade no teste de diversos tipos de bobina, Tesla foi capaz de projetar uma estrutura relativamente simples para aplicar seu princípio. Utilizando uma bobina de 12 milhões de Volts foi capaz de projetar descargas elétricas por 38 metros de extensão, a mais de 60 metros do chão.

Como funciona a bobina de tesla?

O funcionamento não é complexo: a tensão da rede (110 ou 220 volts) é elevada para cerca de 5000 volts. Feito isso, essa tensão é disparada a um centelhador, que está previamente ligado, com um capacitor e a bobina primária do transformador secundário .

Quando o capacitor é carregado, sua tensão se eleva a ponto de atravessar o circuito. Isso acontece cerca de 120 vezes por segundo. Essa corrente, ao passar pela bobina primária do transformador secundário, gera um campo magnético variável.

Logo, esse campo criado induz uma corrente na bobina secundária, mas como o número de espiras na bobina é maior – chegando a 1450, a CE (corrente elétrica) induzida é pequena, mas a tensão é de aproximadamente 100.000 volts.

Como fazer uma bobina de Tesla?

Você pode reproduzir em casa a dinâmica da bobina de Tesla em menor escala, e há diferentes maneiras de como fazer uma bobina de Tesla pessoal. Lembrando que você vai precisar de:

  • Bobina primária de baixa indutância;
  • Bobina secundária de alta indutância;
  • Capacitor primário de alta capacitância;
  • Capacitor secundário de baixa capacitância;
  • Centelhador;
  • Transformador de energia.

1- Para o capacitor primário, encadeie vários pequenos capacitores em série para manipular a voltagem do transformador, todos eles devem ter a mesma capacitância;

2- Posicione os centelhadores com uma única brecha, utilize parafusos de no mínimo 6 milímetros;

3 – Prepare a bobina indutora primária enrolando fios de cobre esmaltado com o auxílio de algo cônico, como um papelão enrolado. Para a baixa indutância, ele deve ter menos voltas que a bobina secundária;

4 – Conecte o capacitor primário, o conjunto de centelhadores e a bobina indutora primária para completar o primeiro circuito;

5- Para a bobina indutora secundária, siga os mesmos passos do início, com a mesma frequência ressonante, mas com muito mais voltas, mais largura e altura no fio, para ter maior indutância;

6 – Com o capacitor secundário montado, seguindo os mesmos passos do primeiro, prenda ele à bobina secundária e o aterre, usando uma barra de metal conectada à bobina e fincada no chão. Isso evita que o fluxo afete qualquer aparelho da casa;

7- Use um abafador de pulso para evitar danos aos transformador: enrole um fio de cobre fino em torno de algo como um tubo de caneta plástico;

8 – Para montar a bobina de Tesla, posicione os dois circuitos, conecte o transformador ao circuito primário e depois o circuito primário ao secundário através do abafador feito no passo anterior. Ligando o transformador, a bobina estará pronta para funcionar!

Lembrando que é fundamental o cuidado ao manipular alta tensão, sendo recomendado este experimento apenas com o auxílio profissional para fins experimentais em ambientes escolares. A alta tensão pode causar queimaduras graves e danificar aparelhos. Escolha voltagens pequenas e opere com todos os artigos de segurança necessários.

No blog da MultComercial você conhece uma série de artigos de eletrônica, confere dicas, curiosidades e experimentos interessantes e práticos para o seu dia a dia. Para ficar por dentro de todos os assuntos que publicamos, é só assinar nossa newsletter e receber tudo em primeira mão!

Categorias: Eletrônica

0 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *